Índice
Uma das questões às quais você mais deve se atentar na hora de comprar um imóvel é o índice que irá entrar no cálculo do financiamento imobiliário, ou seja, o índice pelo qual será calculada a taxa de juros das parcelas. Recentemente, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) se tornou uma das opções de financiamento mais utilizadas, mas ainda há muitas dúvidas sobre o assunto. Continue a leitura e saiba detalhes sobre o IPCA no financiamento imobiliário.
O que é o índice IPCA?
O IPCA é o Índice de Preços para o Consumidor Amplo. Essa é a principal métrica utilizada pelo Banco Central (BC) para acompanhar a inflação da economia brasileira, utilizando seus dados para, inclusive, fazer projeções para os próximos períodos.
Lançado mensalmente pelo IBGE, o IPCA foi criado no final dos anos 1970 para medir a variação de preços de produtos e serviços consumidos pelas famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos. O índice abrange itens como alimentação, habitação, transportes, saúde, educação, entre outros.
Além de seu uso para a variação de preços, hoje também se mostra um indicador importante para fazer correção em investimentos, já que muitos deles estão ligados a essa taxa. É o caso do Tesouro Direto, Letras de Crédito Imobiliário e Fundos de Investimento.
Como o IPCA é calculado?
Para calcular o IPCA, são coletados no primeiro ou último dia de todos os meses dados de preços do comércio, de aluguéis e prestadores de serviço. Depois, eles são distribuídos nos seguintes pesos (aproximados):
- Transportes: 21%
- Alimentação e bebidas: 19%
- Habitação: 15%
- Saúde e cuidados pessoais: 13%
- Despesas pessoais: 10%
- Comunicação: 6%
- Educação: 6%
- Vestuário: 5%
- Artigos de residência: 4%
O cálculo é feito com base em 16 das principais regiões metropolitanas do Brasil. Cada uma delas tem um peso diferente, sendo a distribuição aproximadamente a seguinte:
- São Paulo: 32%
- Belo Horizonte: 10%
- Rio de Janeiro : 9%
- Porto Alegre: 8%
- Curitiba: 8%
- Salvador: 6%
- Goiânia: 4%
- Brasília: 4%
- Recife: 4%
- Belém: 4%
- Fortaleza: 3%
- Vitória: 2%
- São Luís: 2%
- Campo Grande: 1%
- Aracaju: 1%
- Rio Branco: 0,5%
A média é comparada com o período anterior, de modo que é possível chegar ao resultado final do índice. Também existe a média acumulada de forma anual.
É importante mencionar que o percentual encontrado nos cálculos está diretamente ligado à taxa SELIC. Esta é a taxa básica de juros, utilizada por bancos e instituições de financiamento para calcular a cobrança de financiamentos e dívidas, sendo a principal forma de controlar a inflação no Brasil.
Ou seja: quando o IPCA estiver em alta, entende-se que o objetivo é frear o consumo, pois há muito dinheiro em circulação. O mesmo vale para a situação contrária: a taxa baixa de preços mostra a necessidade de incentivar o comércio.
O que são as altas e baixas do IPCA?
Como explicado anteriormente, uma das causas das altas e baixas do IPCA é o ajuste da SELIC. Porém, essa não é a única razão pela oscilação de preços.
A elevação, ou seja, a inflação, também está diretamente ligada a fatores econômicos. Por exemplo: um aumento na exportação da safra de determinados alimentos significa redução do estoque para abastecimento interno. Com isso, há uma alta dos itens para compensar a falta de suprimento da demanda.
A injeção de mais dinheiro em circulação, assim como decisões políticas ou eventuais catástrofes também são capazes de alterar os preços internos. No caso de imóveis, por exemplo, é possível notar diferenças em relação à valorização da área.
Como consultar o IPCA atual?
Para saber o IPCA atual, basta acessar o site do IBGE. Lá, você encontra as variações mensais da inflação, além de outros indicadores sociais, econômicos e agropecuários.
Outros índices que influenciam a inflação além do IPCA
A economia brasileira conta com diferentes índices para medir a inflação em contextos específicos. Esses indicadores são utilizados para calcular reajustes e analisar variações de preços em setores variados. Confira os principais:
- INCC (Índice Nacional da Construção Civil): mede as variações nos custos de materiais, mão de obra e serviços da construção civil. É amplamente usado para reajustar financiamentos de imóveis adquiridos na planta.
- IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo): avalia a variação de custos nos setores industrial e agropecuário, considerando negociações entre empresas, antes que os produtos cheguem ao consumidor final.
- IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado): conhecido como a “inflação do aluguel”, reflete variações de preços em diferentes setores, especialmente no atacado e nos custos de produtores. É amplamente utilizado para reajustar contratos de aluguel e serviços.
- INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor): mede o impacto da inflação em famílias com renda de 1 a 5 salários mínimos. É utilizado para ajustes de salários, benefícios sociais, contratos de aluguel e valorização de imóveis.
- IPC-FIPE (Índice de Preços ao Consumidor – Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas): calculado pela FIPE, acompanha o custo de vida de famílias da cidade de São Paulo com renda de até 20 salários mínimos, sendo muito utilizado para análises regionais.
O índice IPCA no financiamento imobiliário

O índice IPCA no financiamento imobiliário. (Fonte: Freepik)
Além de mostrar as taxas de inflação no país, o IPCA também é muito vantajoso para quem deseja fazer um financiamento imobiliário. Isso porque o índice também pode ser atrelado ao investimento em imóveis, com a taxa de juros atrelada à inflação.
Decidir financiar um imóvel pelo IPCA envolve diversos fatores, como a estabilidade econômica do país, as expectativas de inflação futura e a capacidade financeira para enfrentar possíveis variações nas prestações.
Se a inflação está controlada e você busca prestações iniciais mais baixas, o financiamento pelo IPCA pode ser uma boa alternativa. Um dos atrativos desse índice é que suas variações tendem a ser mais moderadas em comparação a outros indicadores, como o IGP-M.
No entanto, nessa modalidade, as parcelas não são fixas, de modo que pode dificultar um pouco na questão de previsibilidade. Afinal, o reajuste seria mensal. Por conta disso, é importante acompanhar as projeções de inflação para os próximos períodos, de modo que seja possível fazer uma estimativa das parcelas que ainda faltam para serem quitadas.
Desta forma, antes de fazer um financiamento imobiliário, é interessante buscar as taxas mais recentes do IPCA e as previsões para o futuro. Considerando que é um índice lançado por instituições governamentais, as fontes são seguras e é possível trabalhar com maior transparência.
FAQ
Preciso ser corretor de imóveis para participar?
Não! Imobiliárias, consultores financeiros do setor imobiliário e proprietários de imóveis também podem participar.
Quanto tempo demora para receber a comissão?
O pagamento da comissão ocorre após a assinatura do contrato e o registro do financiamento em cartório.
A Agente Imóvel trabalha com quais bancos?
A Agente Imóvel possui parcerias com a maioria dos principais bancos do Brasil (Santander, Caixa, Itaú, BRB, Bradesco, entre outros), garantindo sempre as melhores condições.
Existe um limite de indicações por parceiro?
Não há limite! Quanto mais clientes indicar, mais comissões você ganha.